domingo, 1 de novembro de 2009

Pedaço de Mim



Hoje eu estava lendo o blog de uma antiga e "ex" conhecida minha e acabei guiando meus pensamentos à família. Pensei em meus pais, irmãos, sobrinhos... cunhadas. É impressionante, esses opostos da vida. A gente vê uma família aqui e, ao mesmo tempo, ali, já não há nem a possibilidade de se casar um dia.

Enfim, deixa esses papos "brabos" pra outra hora.

O que eu queria postar aqui, é um verso. Um verso que me acompanhou ao sair de casa, em 1977, com 19 anos. Sei que muitos não vão gostar, mas eu apenas posso lamentar. Cada um tem algo que marcou sua vida de certa forma. Pra vocês terem idéia, tenho um amigo que a única boa lembrança que tem da vida, é quando, aos 10 anos de idade, ele conseguiu defecar, após uma semana sofrendo com a vontade. Fazer o que, né? Rrsrsrrsrsrsrsrsr...

O meu verso, é um verso de rodeio. Isso mesmo! Penso muito nele, pois sinto falta de minha família perto de mim. Viver sozinho não é fácil, viu!

La vai:

["]
Adeus Papai, Adeus Mamãe


Adeus Papai, Adeus Mamãe
Eu sou o filho que volta, a bater na mesma porta
Que há muito tempo eu fechei,
Quando fui embora chorando e aqui soluçando
Papai e mamãe eu deixei

Hoje, vejo a gaiola vazia do canário que um dia,
Eu mesmo mandei soltar,
Talvez o pobre passarinho, voltou ao seu velho ninho
Como eu voltei ao meu lar

Vejo o meu cão policial latindo ali no quintal
Nem me reconheceu
Vem lobo, vem ver o seu dono que te deixou no abandono
Sem ao menos dizer-lhe adeus.

Já vai alta a madrugada, vejo a janela fechada
Do quarto de meus velhinhos
Talvez mãezinha chora, sem nunca pensar que agora
O seu filho está tão pertinho!

Talvez pensam que eu morri, porque nunca lhes escrevi
Desde a minha despedida.
Eles devem estar velhinhos, já na curva do caminho
Que conduz ao fim da vida

Abra a porta papai!
O seu filho está de volta prá pedir sua benção,
Sei que sua voz não sai, cortada pela emoção
Não precisa dizer nada, deixe as lágrimas derramadas
Banharem meu peito de dor.

Eu que vivi sem carinho, 20 anos papaizinho
Quero agora o seu calor!

Papai, cadê minha mãezinha?
Meu pensamento adivinha, olhando nos olhos seus
Meu filho, chorando quero te dizer:
Sua mãe não pode viver, foi se embora morar com Deus.
Qual uma flor entre espinhos, no abandono murchou

Papai como você está velhinho
Seus cabelos estão branquinhos,
foram as tardes sem fim

Vejo na parede a fotografia da mãezinha que um dia
Eu deixei chorar,
Parece que ele me diz:
"Filho como estou feliz, de ver você regressar"

Parti pra fazer riqueza, pra tirar-me da pobreza
Ao meu pai e minha mãezinha,
Mas compreendi tarde demais,
Que eram os meus velhos pais, a maior riqueza que eu tinha.

["]


É isso aí! ;)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Vida Minha


Vida muda, silêncio insano. Porque partiu e me deixou no abandono?
Vida ingrata, dor que mata. Fui condenado a prisão de meu eu sem dono.

Não é por falta de tentar, que não consigo te esquecer.
Não é por falta de pensar, que não consigo encontrar caminhos.
Não é por falta de me culpar, que não consigo ter você de volta.
Não é por falta de me matar, que não consigo deixar de te querer.

Minha alma superou dores;
meu passado é cheio de amores;
mas nenhum tão misterioso quanto ao que tenho por você.
Você, que negou uma nova vida;
levou consigo tudo que eu tinha;
mas mesmo assim, não consigo te esquecer.

Estrela do meu céu, venha iluminar novamente o meu caminho,
traga de volta minha alegria,
diz pra mim que eu nunca estive errado.
Estrela que me alimenta, me deixa provar que posso,
te fazer feliz num mundo nosso,
com direito a toda confiança que um dia foi deixada de lado.

É sem falsas ilusões,
que venho falar de minhas emoções,
pois da mesma forma que te amei um dia,
jamais deixei de te amar.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Pedaço da Vida


Hoje eu estava lendo o blog de uma antiga e "ex" conhecida minha e acabei guiando meus pensamentos à família. Pensei em meus pais, irmãos, sobrinhos... cunhadas. É impressionante, esses opostos da vida. A gente vê uma família aqui e, ao mesmo tempo, ali, já não há nem a possibilidade de se casar um dia.

Enfim, deixa esses papos "brabos" pra outra hora.

O que eu queria postar aqui, é um verso. Um verso que me acompanhou ao sair de casa, em 1977, com 19 anos. Sei que muitos não vão gostar, mas eu apenas posso lamentar. Cada um tem algo que marcou sua vida de certa forma. Pra vocês terem idéia, tenho um amigo que a única boa lembrança que tem da vida, é quando, aos 10 anos de idade, ele conseguiu defecar, após uma semana sofrendo com a vontade. Fazer o que, né? Rrsrsrrsrsrsrsrsr...

O meu verso, é um verso de rodeio. Isso mesmo! Penso muito nele, pois sinto falta de minha família perto de mim. Viver sozinho não é fácil, viu!

La vai:

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Adeus Papai, Adeus Mamãe

Adeus Papai, Adeus Mamãe
Eu sou o filho que volta, a bater na mesma porta
Que há muito tempo eu fechei,
Quando fui embora chorando e aqui soluçando
Papai e mamãe eu deixei

Hoje, vejo a gaiola vazia do canário que um dia,
Eu mesmo mandei soltar,
Talvez o pobre passarinho, voltou ao seu velho ninho
Como eu voltei ao meu lar

Vejo o meu cão policial latindo ali no quintal
Nem me reconheceu
Vem lobo, vem ver o seu dono que te deixou no abandono
Sem ao menos dizer-lhe adeus.

Já vai alta a madrugada, vejo a janela fechada
Do quarto de meus velhinhos
Talvez mãezinha chora, sem nunca pensar que agora
O seu filho está tão pertinho!

Talvez pensam que eu morri, porque nunca lhes escrevi
Desde a minha despedida.
Eles devem estar velhinhos, já na curva do caminho
Que conduz ao fim da vida

Abra a porta papai!
O seu filho está de volta prá pedir sua benção,
Sei que sua voz não sai, cortada pela emoção
Não precisa dizer nada, deixe as lágrimas derramadas
Banharem meu peito de dor.

Eu que vivi sem carinho, 20 anos papaizinho
Quero agora o seu calor!

Papai, cadê minha mãezinha?
Meu pensamento adivinha, olhando nos olhos seus
Meu filho, chorando quero te dizer:
Sua mãe não pode viver, foi se embora morar com Deus.
Qual uma flor entre espinhos, no abandono murchou

Papai como você está velhinho
Seus cabelos estão branquinhos,
foram as tardes sem fim

Vejo na parede a fotografia da mãezinha que um dia
Eu deixei chorar,
Parece que ele me diz:
"Filho como estou feliz, de ver você regressar"

Parti pra fazer riqueza, pra tirar-me da pobreza
Ao meu pai e minha mãezinha,
Mas compreendi tarde demais,
Que eram os meus velhos pais, a maior riqueza que eu tinha.

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É isso aí! ;)

sábado, 6 de junho de 2009

Poema do Nada (Fábio Pires)


É isso...


NADA!


Apenas sinta....



sábado, 25 de abril de 2009

O Que Aprendi (Fábio Pires)


Das poucas vezes que li alguma coisa sobre a vida, não acreditei, "opz", não consegui sentir, viver aquela história. Hoje tenho a minha história e meus sentimentos pra contar...


A vida não é feita só de sonhos ou fantasias, mas sim de oportunidades e realidades. Passei a conhecer o ser humano muito tarde... e me decepcionei. Por incrível que pareça e por mais melancólico que isso seja, eu ainda acreditava nas pessoas, na bondade, na honestidade e no companheirismo. Tudo conto de fadas! Isso eu aprendi.

A vida me bateu como nenhum lutador apanhou num ring. Entre os altos e baixos, fiquei com o que está abaixo do baixo. Entre o bom e o ruim, fiquei com o péssimo. Veja bem. Cada caso, é um caso. Não estou com uma doença terminal, tenho todos os membros de meu corpo em perfeitas condições e ainda não sofri com a dor de ver meus pais morrerem. Mas para um sonhador de bom coração, certas coisas machucam tanto, que afasta a vontade ou, até mesmo, a opção de continuar vivendo. "Seja forte", "você aguenta", "tudo é passageiro"... Quanto "Blá, Blá, Blá"! Chega da vontade de rir. Cada um tem seu limite e nunca queira achar que o limite de uma pessoa que sofre, é o mesmo que o seu, que pode ou não estar sofrendo nesse momento. Isso eu aprendi.

E o ser humano, onde entra nessa história? Pois é, o ser humano. As pessoa vivem suas vidas e só agora eu vejo que isso é o certo a se fazer. Problemas? Cada um com os seus! Dane-se você! Não é assim? Se responder que não, é da boca pra fora. Fui ingênuo por acreditar no ser humano, na boa vontade e no carinho. Fui burro pra acreditar na fidelidade, na verdade e no amor. Mais uma vez, tudo conto de fadas! Isso eu aprendi.

A gente tenta, se distrai, perde o foco, reanima... volta a perder o foco. Afinal, somos seres humanos , não? Não! Só somos seres humanos quando erramos, mas nunca estamos dispostos a perdoar os erros dos outros. Somos egoístas por natureza! Não vale à pena se doar, perdoar ou ajudar. Temos que ser cruéis e tomar conta de nossas próprias vidas. Sempre! Isso eu aprendi.

Quando queremos algo, não podemos deixar de ir atrás de nossos sonhos... não podemos. Mas é quando nossa pilha descarrega, nossa energia se esgota, que isso se torna impossível. Tente entender. Só tente... Isso eu aprendi.

Eu queria uma sociedade mais sincera, menos fria, com mais valores e com menos mentiras. Não estou falando de poesia, mas sim, de um lugar melhor pra se viver. Um mundo melhor. Utopia? Pode ser, mas passei mais de três décadas desejando isso. Errei! Acreditei em quem não devia, deixei de tomar atitudes que eram importantes, ajudei pessoas e também deixei de ajudá-las, mas foi tudo em vão. Isso eu aprendi.

Uma pessoa deseja que a gente guarde "só o bem que existe nela", mas que bem é esse? O bem de que essa pessoa seja um típico ser humano? Aquele cruel, que mente, que faz sofrer, que destrói vidas? Ok! Essa pessoa tem seu mérito e vou guardar isso. Ela consegue viver do jeito certo que se deve, nesse "mundo monstro". Isso eu aprendi.

Pra não ficar chato demais esse texto, concluo o seguinte: quero que tudo que eu aprendi vá "pra puta que pariu"! Pois eu prefiro ser bom! Ser uma pessoa boa! Ser sincero! Ter coração! Ser honesto! E, como disse a sábia Madre Tereza: "....no final das contas, é entre mim e Deus. Nunca foi entre mim e as outras pessoas...".